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Em vez de uma carreira profissional de prestígio ou da busca pelo ganho financeiro, uma vida pautada pela oração, convivência fraterna e de doação ao próximo. Com a experiência de seus 83 anos de idade, dos quais 53 dedicados à vida religiosa, Irmã Inácia Bergleiter afirma que muitas jovens continuam a fazer essa opção nos dias de hoje, atraídas pelo desejo de seguir a Deus e valorizar mais a vida humana. "A vida religiosa é um sinal muito admirado entre as mulheres e homens do nosso tempo moderno, mesmo que isso ocorra em segredo e silêncio", explica a religiosa, pertencente à Congregação das Irmãs Franciscanas de Ingolstadt, autora do livro: "Contudo... uma canção de amor".
Irmã Adriana Borges Ribeiro, religiosa há 16 anos, confirma o interesse por essa vocação. "Atuo em uma casa formativa, em sintonia com outras jovens que buscam o caminho do seguimento de Jesus Cristo em nossa Congregação", comenta. Para ela, o principal papel da mulher que assume a consagração religiosa na atualidade é ser 'geradora' de vida. "Geramos vida onde existe o espaço da dor, da indiferença, do desalento, enfim, em qualquer situação em que não se acolhe a vida, que é dom precioso de Deus", diz.
A opinião é compartilhada por Irmã Inácia. "Além de buscar a preservação da natureza e do planeta, é preciso lutar pela vida humana, ameaçada e destruída por meio de diversas situações de violência, por exemplo", declara a religiosa. "Essa é a propaganda mais 'sagrada' que deveria ser feita pelos meios de comunicação social", acrescenta ela, que acredita ainda que a vocação religiosa seja sinal da busca dos valores essenciais para o ser humano, como a necessidade de Deus.
Para Irmã Adriana, saber valorizar as escolhas é o principal meio para compreender a opção pela vida consagrada. "É preciso acolher o que chega até nós. Cada pessoa tem uma escolha. E cada escolha tem seu valor", avalia.
Felicidade encontrada Uma "sede muito grande de Deus" moveu a jovem Adriana Borges a optar pela vida religiosa. "Na minha adolescência, sentia um 'vazio', que foi preenchido quando conheci as Franciscanas de Ingolstadt. Assim, conseguiria servir a Deus, como religiosa, sendo aberta para ajudar onde fosse preciso", recorda a irmã, que até então vivia com a família e era estudante.
Já Inácia 'abraçou' a vocação depois de ter trabalhado durante três anos como secretária na Polícia e outros nove como professora primária em uma escola de Nuremberg, Alemanha, sua terra natal. "Queria seguir Jesus Cristo, a melhor e maior pessoa humana e divina da Terra, que disse 'Quem quiser vir a mim, não rejeitarei'", relata a religiosa, que sentiu o desejo de ser irmã ainda na infância, quando fez a Primeira Comunhão com oito anos de idade.
As famílias das duas franciscanas reagiram de maneiras diferentes à decisão das jovens. "Apesar de sentirem muito a separação, meus familiares sempre consideraram uma grande graça e um privilégio o meu chamado para a vida religiosa", conta Irmã Inácia. "Meus pais tiveram dificuldades para aceitar, pois queriam que eu ficasse com eles e terminasse meus estudos. Mas à medida que perceberam que eu estava feliz, acabaram aceitando a ideia", lembra Irmã Adriana.
O incentivo e o exemplo de outras pessoas também foram fatores determinantes na escolha das duas religiosas. "Meus pais sempre testemunharam e ensinaram a ter respeito e amor aos sacerdotes e irmãs. Admiravam muito o belo exemplo dos padres jesuítas e das religiosas da nossa paróquia em Nuremberg", diz Irmã Inácia. "Na época em que fiz minha opção, tive o incentivo do meu irmão e do meu primo, que eram seminaristas. Aliás, minha vida sempre foi marcada pela forte presença de pessoas amigas", acrescenta Irmã Adriana.
No dia a dia, as religiosas compartilham uma vida em comum: participam da celebração da Eucaristia (Missa), das orações litúrgicas, leitura da Bíblia e momentos de meditação. Na casa de Formação, Irmã Adriana ministra aulas, atende às jovens iniciantes na vida religiosa e organiza as demais etapas formativas. Irmã Inácia, por sua vez, faz traduções, organiza correspondências e relatórios, está concluindo a edição do seu segundo livro, cuja publicação acontecerá em breve. Colabora na cozinha e, nas horas livres, assiste ao noticiário na televisão e dedica-se à leitura de livros, jornais e revistas.
Sobre o Consa O Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida, o Consa, oferece Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. Fundado em 1937, no bairro de Moema, pela união dos moradores da região com a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, passou a ser dirigido pelas Irmãs Franciscanas de Ingolstadt, em 1947. Em 2007, o Consa inaugurou a Escola Parque, um ambiente próprio para os estudantes da Educação Infantil, que conta com salas para atividades especializadas, como música, brinquedos, biblioteca e informática; além de quadra coberta, playground integrado às árvores e uma réplica da ponte dos jardins de Monet.
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