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"A volatilidade é irracional, próxima do efeito Pavlov, pois não há racionalidade que explique os investidores abandonarem papéis lastreados, em uma economia bem fundamentada em termos macroeconômicos, como a nossa, para investir no pseudo 'seguro' mercado dos papéis do tesouro americano. Uma economia em crise e pasme, com uma remuneração extremamente menor".
Dessa forma o presidente do Conselho de Administração do IBEF SP, Walter Machado de Barros, avalia a debandada que a crise internacional está gerando no mercado financeiro do Brasil. "Estamos sofrendo o efeito Pavlov", afirma. A referência é ao reflexo condicionado, demonstrado pelo cientista russo Ivan Pavlov, que tocava uma campainha antes de alimentar cães. Com o tempo, bastava o som para que os cachorros salivassem.
O presidente do Conselho de Administração do IBEF SP ratifica que, em épocas de volatilidade acentuada, como a atual, o investidor tende a deixar a racionalidade de lado. "Mais uma vez os investidores estão se deixando levar pelo lado emocional", diz Walter Machado. "A irracional busca pelos títulos do Tesouro dos EUA ratifica esse entendimento".
A crise, segundo o IBEF SP, ainda não teve efeito real no caixa das empresas. "Torna-se até repetitivo, mas a única atitude nesse momento é a de manter a paciência, a serenidade", enfatiza Walter Machado. Conforme o IBEF SP, praticamente a totalidade das empresas listadas na Bovespa são empresas saudáveis, com boa governança corporativa. "E ainda não foram afetadas pela crise, apesar das restrições de crédito para capital de giro".
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