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O IHF - Instituto Herdeiros do Futuro, ONG da Zona Sul de São Paulo criada para prestar atendimento a crianças vítimas de violência doméstica, enviou a todos os candidatos à prefeitura de São Paulo a proposta de criação de uma secretaria para cuidar do assunto na próxima administração.
Segundo o advogado Wagner Odri, fundador e presidente do IHF, as ONGs precisam ir além das quatro paredes e propor políticas públicas bem definidas para as áreas em que atuam. "O dia-a-dia com a comunidade e o relacionamento com os órgãos de governo nos proporcionam uma visão privilegiada; conseguimos enxergar as deficiências e as necessidades com mais facilidade e por isso temos condições de propor mudanças mais consistentes", explica Odri.
Wagner Odri entende que um dos importantes papéis a serem desempenhados pelas ONGs é o de propor alternativas para a melhoria no atendimento à população. "A tragédia com os meninos de Ribeirão Pires nos incomodou muito, e esse foi o grande incentivo para encaminharmos essa proposta aos candidatos à prefeitura", diz.
A proposta do IHF consiste na criação de uma Secretaria Especial de Combate à Violência Doméstica, que teria as seguintes atribuições:
1. Desenvolver políticas públicas no âmbito do município para combater a violência doméstica em todos os seus aspectos; 2. Estabelecer parcerias com organizações não governamentais para a prestação de atendimento psicossocial e legal a famílias envolvidas em situações de violência doméstica; 3. Planejar e implementar planos de trabalho, convênios e parcerias entre o Poder Judiciário, Conselhos Tutelares, organizações não governamentais, Secretaria da Saúde, Segurança Pública e Guarda Civil Metropolitana, para otimizar o atendimento e acompanhamento de vítimas da violência doméstica; 4. Promover campanhas de conscientização e orientação sobre aspectos relacionados à violência doméstica junto à população; 5. Propor mudanças na legislação; 6. Fiscalizar e estabelecer procedimentos uniformes para o atendimento, acompanhamento e tratamento de vítimas de violência doméstica junto aos Conselhos Tutelares e organizações não governamentais; 7. Promover e desenvolver estudos e pesquisas sobre a violência doméstica e suas conseqüências para a população; 8. Firmar parcerias com instituições de ensino para a formação e preparação de profissionais especializados no atendimento a vítimas de violência doméstica; 9. Promover a desburocratização e o excesso de exigências para a celebração de parcerias entre o poder público e organizações não governamentais especializadas na prestação de atendimento a vítimas de violência doméstica.
"Esperamos que o próximo Prefeito de São Paulo se sensibilize e adote a idéia e que a iniciativa possa ser reproduzida por outros gestores em breve", conclui Odri.
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