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IBEF SP vê coerência na decisão ‘tempestiva’ do Copom
Para o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças havia inclusive espaço para elevação de 1 p.p. na Selic

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O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças - IBEF SP classificou de coerente a decisão do Copom, que elevou o ritmo da alta dos juros básicos para 0,75 p.p., em reunião encerrada hoje, 23 de julho. O presidente do Conselho de Administração da entidade, Walter Machado de Barros, no entanto, considera que promover 'tempestivamente' a convergência da inflação para a trajetória de metas "seria elevar a taxa básica de juros em 1 p.p.", afirma.

O IBEF SP segue, também, defendendo a necessidade da adoção de mais três medidas fundamentais para conter a atual alta de preços: melhor gestão do crédito, incentivos à indústria e contenção dos gastos públicos:

Melhor gestão do crédito. "Na prática, trata-se de começar pelo estabelecimento de melhores critérios para a política de concessão de crédito para a população", explica Walter Machado de Barros. "Não descartamos o aumento do compulsório dos bancos como atalho nesse sentido".

Necessidade de incentivos à indústria. Paralelamente, as avaliações macroeconômicas do IBEF SP também identificaram a necessidade de incentivos à indústria, "principalmente a de transformação, para ampliar a capacidade instalada de produção e assim facilitar o atendimento à crescente demanda".

Contenção da expansão dos gastos públicos. O presidente do Conselho de Administração do IBEF SP inclui ainda a necessidade urgente de contenção da expansão dos gastos públicos, inclusive em relação ao custo do funcionalismo público, como a terceira medida fundamental para a contenção do ritmo de alta de preços.

"Enfim, o aumento do ritmo de elevação da Selic, uma melhor gestão do crédito, incentivos à indústria e a aclamada contenção dos gastos públicos são os ingredientes que, juntos, na visão dos executivos de finanças reunidos no IBEF SP, compõem a fórmula que poderá afastar 'tempestivamente', nas palavras do BC, o atual pesadelo inflacionário", conclui Walter Machado de Barros.

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