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O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças - IBEF SP trabalha com perspectiva de elevação de 0,5 p.p. na taxa básica dos juros, para a reunião do Copom marcada para os dias 22 e 23 de julho. O IBEF SP também elencou as outras três medidas fundamentais para conter a atual alta de preços: melhor gestão do crédito, incentivos à indústria e contenção dos gastos públicos.
O presidente do Conselho de Administração da entidade, Walter Machado de Barros, faz ressalvas quanto à 'eficácia' da elevação da Selic. "No IBEF SP, consideramos que o meio ponto, sozinho, não será suficiente para conter as pressões inflacionárias. Julgamos que, já na reunião do Comitê deste mês, haveria espaço para o BC elevar a taxa básica de juros em até 1 p.p.", comenta.
Junto ao aumento do ritmo de elevação da taxa Selic, o IBEF SP também relaciona três medidas complementares consideradas essenciais para conter o ritmo de alta de preços:
Melhor gestão do crédito. "Na prática, trata-se de começar pelo estabelecimento de melhores critérios para a política de concessão de crédito para a população", explica Walter Machado de Barros. "Não descartamos o aumento do compulsório dos bancos como atalho nesse sentido".
Necessidade de incentivos à indústria. Paralelamente, as avaliações macroeconômicas do IBEF SP também identificaram a necessidade de incentivos à indústria, "principalmente a de transformação, para ampliar a capacidade instalada de produção e assim facilitar o atendimento à crescente demanda".
Contenção da expansão dos gastos públicos. O presidente do Conselho de Administração do IBEF SP inclui ainda a necessidade urgente de contenção da expansão dos gastos públicos, inclusive em relação ao custo do funcionalismo público, como a terceira medida fundamental para a contenção do ritmo de alta de preços.
"Enfim, o aumento do ritmo de elevação da Selic, uma melhor gestão do crédito, incentivos à indústria e a aclamada contenção dos gastos públicos são os ingredientes que, juntos, na visão dos executivos de finanças reunidos no IBEF SP, compõem a fórmula que poderá afastar de forma mais enfática o atual pesadelo inflacionário", conclui Walter Machado de Barros.
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