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Adetax
No ar desde: 4 de julho de 2008
Associação das empresas de táxi de SP já vê aumento da procura após “Lei Seca”
Adetax, que reúne 10% da frota total de táxis da cidade, avalia as conseqüências da “lei Seca” para a categoria

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A entrada em vigor da Lei 11.705, popularmente chamada de 'Lei Seca', tem feito crescer o número de paulistanos e visitantes que agora pensam "duas vezes" antes de beber e dirigir. O receio de ser pego no teste do bafômetro e ter a carteira apreendida, ser multado ou preso tem também trazido conseqüências diretas para o serviço de táxis da cidade.

A cidade de São Paulo possui 32.766 táxis, sendo que 12% desse total são táxis de frota, distribuídos em 58 empresas na capital paulista. Mais de 50% dos táxis de frota circulam no período noturno e na madrugada. O resultado é que São Paulo é uma das poucas cidades do mundo que tem transporte público garantido durante 24 horas.

Os táxis de frota são todos táxis comuns (os que têm a tarifa mais baixa), sempre na cor branca, identificados com o telefone 156 para reclamações, na parte de trás do veículo, e os dizeres "TÁXI COMUM", além da indicação do nome da frota na porta.

"Essa identificação é uma medida de segurança para o usuário da madrugada, que assim tem a garantia de que está usando um táxi vistoriado e com taxímetro aferido; Além disso, são referências importantes para o caso de se reaver um objeto esquecido dentro do táxi", explica Ricardo Auriemma, presidente da Adetax (Associação das Empresas de Táxi de Frota do Município de São Paulo).

Segundo ele, utilizar táxi de frota para "voltar da balada" tem sido notada, desde o último final de semana, como a opção segura e que possibilita ao passageiro divertir-se sem preocupações. "Além de não ser obrigado a dirigir após uma festa, o usuário conta com veículos que passam por manutenção constante, de fácil identificação e com motoristas preparados para prestar um atendimento de qualidade", afirma.

'Baladas'

Além da segurança, a entrada em vigor da 'Lei Seca' traz como conseqüência indireta para os taxistas o fato de novos usuários notarem, na prática, até vantagem financeira nesta alternativa. "Houve relatos de taxistas sobre jovens que saíram das casas noturnas e pegaram o táxi para voltar para casa, dividindo o preço da corrida", conta o taxista de frota Paulo Roberto. Com isso, gastaram menos do que gastariam indo cada um com seus próprios carros e puderam ficar na noite sem maiores preocupações.

"Na ponta do lápis, ir de táxi pode sair inclusive mais barato", acrescenta Ricardo Auriemma. "Dessa forma, evitam-se também outros incômodos, como a procura de um local seguro para estacionar, sem falar na exposição a roubos e furtos", avalia. Para ele, uma das razões de a noite paulistana ser tão requisitada é exatamente esta comodidade que os freqüentadores possuem para ir e voltar da "balada", proporcionada pelos táxis de frota que rodam na madrugada.    


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