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No ar desde: 4 de junho de 2008
Alternativas contra o uso indiscriminado de sacos plásticos
Clínica Veterinária desenvolveu o Kata KaKa, Kit ecológico criado para substituir os sacos plásticos no recolhimento das fezes dos pets, que já é utilizado por cerca de 70 mil donos de animais

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As sacolas de plástico demoram pelo menos 300 anos para sumir no meio ambiente. Em todo o mundo são produzidos 500 bilhões de unidades a cada ano, o equivalente a 1,4 bilhão por dia ou a 1 milhão por minuto. No Brasil, 1 bilhão de sacolas são distribuídas nos supermercados mensalmente - o que dá 66 sacolas por brasileiro ao mês. No total, são 210 mil toneladas de plástico filme, a matéria-prima das sacolas, ou 10% de todo o detrito do país. Contudo, algumas alternativas estão sendo adotadas. Uma novidade, é um Kit ecológico para o recolhimento das fezes de animais, que recebe o nome de Kata KaKa. Desenvolvido pelo Koala Hospital animal, o Kit já é utilizado por mais de 3.000 condomínios.

 

O Kata KaKa, conta com pá e saquinho de papel, ambos descartáveis e rapidamente degradáveis, que podem ser acondicionados em um display instalado na saída dos edifícios. Segundo o médico veterinário e diretor do Koala, Dr. Luis Leon Cyon, o principal objetivo do projeto é conscientizar os donos de animais da necessidade de recolherem os detritos dos animais, em prol da cidade. "Além do caráter educativo do Kata KaKa, trata-se ainda de um material que se degrada rapidamente, substituindo assim os sacos plásticos, utilizados pela maioria das pessoas para o recolhimento dos dejetos de animais", explica Cyon.

 

A utilização de embalagens de papel para recolhimento de fezes de animais já é tradição em países como Alemanha, Israel, Suécia, Holanda e Tchecoslováquia, entre outros. "O recolhimento das fezes, além de ser uma questão de educação, é importante para a saúde pública", explica Dr. Luis Cyon. As fezes de animais podem transmitir zoonoses (doenças transmitidas dos animais para os humanos e vice-versa), como a toxoplasmose, o bicho geográfico e a giárdia. Porém, a utilização de sacos plásticos para o recolhimento gera outro sério problema urbano, que é a geração de lixo não reciclável, que se acumula nos aterros, entope bueiros e contamina os rios.

 

 

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