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Só na grande São Paulo existem cerca de 32 mil condomínios, nos quais moram ou trabalham aproximadamente 5,8 milhões de pessoas. Dados da Anfal Pet (Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Companhia) revelam que, no Brasil, há um cão domesticado para seis habitantes. Soma-se a isto o fato de que, na maior parte dos condomínios, os cães saem às ruas para fazer suas necessidades fisiológicas. Para proporcionar uma forma ecologicamente adequada de fazer o recolhimento das fezes de cães, o Koala Hospital Animal desenvolveu o Kata KaKa. Trata-se de um Kit, com pá e saquinho de papel, ambos descartáveis e rapidamente degradáveis, que podem ser acondicionados em um display instalado na saída dos edifícios. Mais de 3.000 condomínios já aderiram ao projeto.
Segundo o médico veterinário e diretor do Koala, Dr. Luis Leon Cyon, o principal objetivo do projeto é conscientizar os donos de animais sobre os benefícios da utilização de um material que se degrada rapidamente, substituindo assim os sacos plásticos, utilizados pela maioria das pessoas para o recolhimento dos dejetos de animais. "Por ser feito de petróleo, o tempo de degradação do plástico pode chegar a 400 anos. Já o Kata KaKa, além de se desfazer num período de tempo muito menor, é feito de papel reciclado. Sem falar que a tinta usada nos sacos plásticos contem cádmio, um metal pesado e altamente tóxico. Assim, cada vez que um saco plástico impresso à tinta é incinerado, gases tóxicos são liberados.", ressalta Cyon.
Educação
Há cerca de dois meses, os moradores do condomínio L'Abitare, localizado na Rodovia Raposo Tavares, receberam os primeiros kits Kata KaKa e, segundo Ana Lyra, síndica do condomínio que possui cerca de 4.000 moradores, a aceitação do produto é muito boa pelos condôminos. Ela já constatou, inclusive, uma diminuição significativa do uso de sacos plásticos nos edifícios. "Há também aqueles moradores que não usavam nem o saco plástico e deixavam a sujeira na rua. Agora eles não têm mais desculpas para fazer isto", diz Ana. No L'Abitare, os displays onde são pendurados os kits ficam nas saídas das garagens, nas quadras e próximos aos jardins.
A utilização de embalagens de papel para recolhimento de fezes de animais já é tradição em países como Alemanha, Israel, Suécia, Holanda e Tchecoslováquia, entre outros. "O recolhimento das fezes, além de ser uma questão de educação, é importante para a saúde pública", explica Dr. Luis Cyon. As fezes de animais podem transmitir zoonoses (doenças transmitidas dos animais para os humanos e vice-versa), como a toxoplasmose, o bicho geográfico e a giárdia. Porém, a utilização de sacos plásticos para o recolhimento gera outro sério problema urbano, que é a geração de lixo não reciclável, que se acumula nos aterros, entope bueiros e contamina os rios.
Os condomínios interessados podem fazer um teste com o produto. O Kata KaKa também pode ser patrocinado para distribuição gratuita ou adquirido por empresas para ser distribuído entre outros públicos de interesse. Para visualizar fotos do Kata KaKa acesse http://www.raf.com.br/arquivo/ri46265.aspx
Veja como funciona o Kata Kaka em www.katakaka.com.br
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