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A turbulência mundial gerada pela crise da economia americana deverá abrir oportunidades de trabalho para executivos de alto nível com perfil bem diferente daqueles mais procurados em 2007. A conclusão é da A2Z Consultores, especializada em seleção de profissionais para o alto escalão das empresas.
"Vimos isso acontecer antes, no começo desta década, quando ocorreram o estouro da bolha da internet nos EUA e a crise de energia elétrica no Brasil. A história mostra que períodos de crise tendem a valorizar o executivo 'operacional' em relação a aquele com perfil mais estratégico", explica Felipe Assumpção, sócio da consultoria.
Segundo ele, as crises valorizam os mais aptos a demonstrarem a aplicabilidade e o resultado prático de sua atuação no curto prazo. "Ou seja, aqueles com aptidão para tornar as empresas mais ágeis, com capacidade para reduzir custos e despesas em curto espaço de tempo e preparados para gerir o dia-a-dia".
2007 x 2008
O ano passado, marcado por aberturas de capital, fusões e aquisições e fechamentos de contratos de comércio exterior, significou maiores oportunidades para profissionais com perfil estratégico.
Já em 2008, na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) estão paradas dezenas de ofertas de ações. Entre as fusões e aquisições, os únicos negócios fechados foram os que estavam para sair já no final do ano passado. E não há quem negue que a desaceleração americana ainda trará outras conseqüências em relação ao volume de exportações do Brasil, por exemplo.
"Agora, as companhias começaram o ano adiando projetos estratégicos, que envolvem os grandes investimentos, temendo um efeito dominó na economia mundial", avalia Felipe. "Mas, ao contrário do que se imagina de imediato, crises como esta não paralisam as trocas de comandos", completa o headhunter. "O que elas provocam é exatamente esta mudança significativa do perfil dos candidatos mais desejados".
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